sábado, 19 de janeiro de 2013

Fast photo 4

Existe uma tendência de especializar fotógrafos. Ao longo do anos que fotografo, e são bastantes, houve sempre uma clara tendência a padronizar um fotografo pelo que ele faz profissionalmente. Neste ponto os fotógrafos amadores experientes, têm vantagem porque não se comprometem em experimentar outros campos, o que lhe confere alguma vantagem.

Não raras as vezes que recebo portfólios de "profissionais", (enquanto editor e responsável de publicações), que por diversas razões não se aventuram por registos que não controlam.
Normalmente fotógrafos desportivos, ou de outros quadrantes da fotografia como a moda, entram num registo de rotina, não procurando nem arriscando em áreas que consideram como não sendo a sua praia.

Na minha modesta opinião, penso que será o camino errado para enveredar por uma profissão cada mais mais competitiva, e banalizada pelas tecnologias, como a de repórter fotográfico.Marcar a diferença pode passar por controlar e dominar as diversas técnicas que fazem e compõem o nosso panorama editorial.

Pessoalmente , não me considero especialista em nada porque não quero ter o selo de que só sei fotografar X ou Y, prefiro em cada circunstancia adaptar-me e adaptar a técnica de uma e outra área que domino melhor ás necessidades editoriais, principalmente porque quem trabalha em editorial, sabe que hoje em dia lutamos com poucos recursos de produção, pouco tempo e muito stress para cumprir datas, nunca há dinheiro nem capacidade ideal de produzir o melhor. Hoje tudo é para ontem, assim esta imagem que apresento como fast photo de hoje pode parecer resultado de uma produção cuidada, desenganem-se, foi apenas uma imagem que demorou mais na cozinha do que a fotografar, já que sendo um complemento de reportagem, sem produção, nem assistência, foi realizada com dois flashes, o Sb 900 e um Metz que adaptados ás respectivas sombrinhas me deram a luz ideal, o cenário foi o pré existente no Bar do Hotel Altis Belém, isto é o balcão de base e a parede de resto é assumidamente uma fotografia de reportagem, realizada em menos de meia hora...

A história desta imagem é simples, numa reportagem ao Chef Cordeiro, uma vez encontrados no bar, ele propôs uma sobremesa do Feitoria, com frutos silvestres, combinação de cores entre vermelhos e o azul dos mirtilhos, olhei para a parede e achei que combinaria com as linhas que decoram o bar, como tinha de o fotografar também , montei o equipamento light da mochila, isto é os dois flashes, um a iluminar o prato e o segundo a projectar uma alta luz na parede para criar dimensionalidade, e servi-me da própria mesa para estabilizar o corpo e de uma toalha de mesa branca para compensar a parca luz que tinha conseguido montar, o resto é inspiração...

Para esta imagem, Sobremesa do Feitoria, Nikon D3x, Sb900, metz 75, 70-200 Nikon F2,8, toalha branca,

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Fast Photo 3

Descanso de uma reportagem em Estocolmo, Agosto, 2010, reportagem para a Sata e para a Visão Viagens.

Como fotógrafo de viagens tento sempre andar com uma camera perto, de preferência pequena e discreta, o insólito pode acontecer, e não podemos estar descontraídos, porque tudo o que nos rodeia tem uma história, tudo o que deparamos poder ter a haver com o lazer e o charme que queremos transmitir do local em que estamos.

Uma das caraterísticas da reportagem de viagem é a escolha adequada da hora para gerir os momentos e imagens que queremos captar. Como tenho que acordar cedo com o nascer do sol (custa arghhh!!!) e deitar-me tarde para os noctívagos, escolho em geral as horas mais duras de sol para descansar.

Neste dia de Agosto em Estocolmo, tinha-me deitado ás 2h da manhã e acordado ás 3:30 para o nascer do Sol ( são reportagens relâmpago de 2 a 3 dias) .
pelas 15h fomos á piscina da cobertura do Hotel , eu com a Canon G10, no meio da toalha, quando vi esta imagem girissima, destes três marmanjos a contemplar a excelente vista que a piscina proporcionava.


Estocolmo
Canon G10
80 Asa

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Arvores Fotogénicas

Felizmente as arvores fazem parte do nosso dia-a-dia, não me considero um amante de arvores mas sim um amante da natureza e de tudo o que lhe esteja directamente implicado.



Aproveitando a sombra e o conforto de uma arvore
Fotos: Filipe Pombo/www.affp.net
 assistido por Luis Paixão para a Revista Gingko,
modelo nesta fotografia : Jornalista Teresa Violante
Nikon D3X
Nikon 24-70mm
Reflector

Aprendi a valorizar e a conhecer algumas espécies pela Revista Gingko, muitas das reportagens acabavam por debater a sua conservação e espécies existentes em nosso redor.

Particularmente uma reportagem sobre arvores com história em Portugal, saber o quanto valor se dá ás arvores pela sociedade é realmente um desgosto, algumas já arderam, outras estão desprezadas no meio de jardins abandonados ou mesmo terão sido cortadas.

Felizmente algumas conseguimos fotografar, a Gingko que está no jardim das Virtudes no Porto, linda, esplendorosa...mas enorme

Gingko no Jardins das Virtudes , Porto
Maior Gingko em Portugal
Nikon D3X
14-24 Nikon
Flashes SB 900 e SB800

Ao nível fotográfico a reportagem complicou-se conforme o tamanho da arvore em causa, mais tarde na National Geografic, vi uma reportagem sobre um fotógrafo Michael Nichols, que se viu enrascado com o tamanho de uma Sequóia , lá fez a produção com uma série de assistentes e cameras, tudo com um budget ligeiramente superior ao meu ;-),  claro que eu nem tinha 0,00001 % do budget dele nem o tempo tão pouco, por isso a reportagem limitou-se ao desenrascar tuga...também as minhas árvores eram diferentes, mais pequenas... podiam é estar escondidas...

Metrosidero nos jardim privado do Pinto da Costa
Nikon D3X
24-70mm



....como por exemplo a Metrosidero histórica cuja a localização aproximada era tudo o que eu tinha,  numa rua da Sedofeita, Porto, esta foi um episódio curioso, já que depois de alguma investigação, acabei por descobrir que o que tinha sido um jardim publico, era actualmente um condomínio privado, muito seguro e exclusivo, precisamente onde vive o senhor Pinto da Costa...que complicação...lá consegui por conversas e técnicas de reportagem chegar perto desta linda árvore, e que segundo as indicações que possuía, tinha sido cenário de muitos amores... não consegui estar mais do que 1 minuto ao pé dela, o tempo suficiente para conseguir a imagem que pretendia....


Já mais fácil será a Azinheira de Fátima, local relacionado directamente com as aparições do local, o único problema é que além de estar vedada, temos de a conseguir captar com a luz a favor.
Azinheira de Fátima
local da aparição da NªSrª de Fátima
Nikon D3x
Nikon 14-24

Mais complicado ...complicado mesmo foi fotografar o maior eucalipto da europa, em plena serra de Coimbra, na Mata Nacional Vale das Canas,  sem referências, foi um subir e descer a colina , distingui-lo entre dezenas de eucaliptos quase do mesmo tamanho, ao fim de horas lá o consegui identificar com segurança.
Com a luz a cair, já tarde, tinha de resolver este problema, de longe era imperceptível, ao perto não conseguia enquadra-lo no frame...acabei por resolver as coisas subindo para um muro de um laguinho junto...a zona está muito mal tratada, tinha sido alvo de um incêndio e não era nada fácil....
Segundo consta, este eucalipto, insere-se numa zona em no inicio do século XX um professor da Universidade de Coimbra, estudioso e amante de arvores, plantou uma vasta zona de eucaliptos, com diversas espécies , de forma experimental. Esta zona, tem sido alvo de incêndios , pelo que este património tem sido devastado nos últimos anos.


maior eucalipto da Europa , Vale das Canas, Coimbra
Nikon D3x
14-24 mm


A minha Gingko preferida, não é a maior, mas é um prazer vê-la nos fins de Novembro colorida á frente da Basílica Estrela , á entrada do jardim da Estrela, muito bonita e imponente.

Conheci-a desde sempre, mas com a minha colaboração na Revista Gingko, foi muito mais interessante, para além de ser a nossa referência, era sempre ali que em ultimo recurso sabíamos que havia uma linda arvore.

Esta imagem é inédita e foi resultado de um frame de panorâmica 360ºX180º em 2012.

Gingko da Estrela
Nikon D700
16 mm F:2,8


Por fim , não gostaria de terminar este post, sem uma referência á nossa crise e á nossa perseverança , As árvores que nos rodeiam , que para além do oxigénio, e de tudo o bom que nos dão, ainda têm o poder de nos dar o ensinamento de que contra as adversidades ainda podemos lutar, por muito pequenos e frágeis que sejamos.
A esta imagem dei o titulo de "Chaparro persistente"

Chaparro persistente
Central Solar Fotovoltaica de Amareleja
Nikon D3X
24-70 mm 

Bem hajam!!











terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Canon Gx1


Depois de vários anos a acompanhar a evolução das Canon  série G, reconheço que serão as únicas Canon com que tenho algum á vontade a fotografar.

Na análise que se segue não pretendo ser um especialista em cameras, adoro fotografar, por inerência gosto de ter uma camera que me permita um controlo absoluto na imagem que crio, assim terá de ser igualmente rápida na minhas solicitações, que possa controlar e ajustar tão rápido como gosto de fotografar os momentos que me surgem.

Daí quem esteja a ler este artigo, possa estranhar eu ter ignorado programas e automatismos que a maquina tem, e que eu passei ao lado por me serem totalmente indiferentes.

Partilho este experiência, mais para quem quer conhecer uma máquina que tenha todo controlo da fotografia no utilizador, uma boa ergonomia e qualidade de construção e que permita uma boa imagem final, definida de acordo a intenção do utilizador mais experiente.



Foram as G6 , G7, G9 que fui tendo sucessivamente, cameras com menus semelhantes mas sempre viradas para uma utilização fácil, de preferência sem recorrer ao manual. Fotografar em Modo Programa é o melhor.
Castelo Rodrigo
Canon G1X a 200 asa
Tratamento c/ Lightroom
Amplitude de 2 1/3 pontos EV
Pôr do Sol, com leitura média ponderada
Manual


As primeiras G's tinham uma limitação de grande angular aos 36 mm (em 35mm) , o que era pouco, principalmente para mim, dado que investi sempre em grandes angulares,  depois evoluíram a amplitude das objectivas para os 28 mm , embora as objectivas andassem sempre cada vez mais escuras, a capacidade dos sensores compensavam esse “handicap”.

Alberca , Espanha
Cano Gx1 - 125 asa
1/15s F: 4 /28 mm

Desde a G6 que o que foi alterando constantemente foram os botões de controlo, sempre com controlo no topo, se bem que tínhamos as velocidades se bem era a sensibilidade, noutras as compensações, isto a pensar numa utilização em programa e ser mais fácil controlar as luzes.

Cabo Espichel
Canon G10
80 Asa
Conversão de raw: camera Raw 6.7

Nas sucessivas G's sempre havia semelhanças em passar de máquina em máquina,  ás vezes sentia evoluções de uma geração para outra, para noutras perder outras características a que me havia afeiçoado.
Cabo Espichel
Canon G10 100asa /Raw
Flash da camera
Conversão de raw: Camera Raw 6.7


Ora o LCD era basculante, como  deixava de ser, ora o video era HD como deixava de ser... sempre uma surpresa cada Canon G.

Paisagem em Espanha
Canon Gx1 100Asa


Já na G10 a Canon optou por uma objectiva escura, com estabilizador , serie L , (topo da Canon) com uma resolução muito alta (15 Mpx aprox) , o corpo com as mesma características, LCD fixo,   mas com ficheiros muito inúteis acima dos 200 asa. Quanto a mim, e não só, serviriam senão para uma utilização amadora sem grandes preocupações com a utilização para fins comerciais.  Muito ruído acima dos 400 asa,  a pouca definição nestas sensibilidades contribuíram para eu ter pouca confiança nas fotografias tiradas pela camera , talvez de forma injusta, mas fiquei sempre com a sensação de que as imagens excelentes para maios tarde recordar e visualizar no computador, isto acima dos 400 asa.

De resto  mesma ligeireza de sempre . Talvez por não garantir um ficheiro de qualidade , a Canon rectificou rapidamente , e lançou ao fim de meses a G11,  esta com uns simpáticos 10 Mpx que partilhavam muito melhor o reduzido tamanho do sensor, provando que o facto de resolução é ma questão de marketing e que esta resolução serve perfeitamente para o típico utilizador das G’s  e o resto já se sabe a G12 e recentemente a G15 (2012)ainda com 12 Mpx.

Plaza Mayor - Salamanca
Canon Gx1 1250 asa

Entretanto e no inicio do ano passado foi com surpresa que vi uma nova Canon G , a GX1, esta camera aproveitou o corpo da G12, com pequenas alterações mais adequadas a um utilizador exigente ou como segunda camera de um profissional de reportagem, que será o meu caso.

Como argumento, a GX 1 , oferece um sensor quase APS-C , 18.7 x 14mm três vezes maior do que o sensor das compactas,  este sensor de 14 mpx e com objectiva 28-112 mm com vidro amplo mas não da série L, e um Iso elevado até aos 12,800 asa, muito aceitáveis.
Salamanca
Aproveitamento pela Zara de uma igreja
Canon GX1  100asa




Logo ainda na loja , tive a surpresa de que sem tampa a objectiva fixa da GX1 fica frágil, não tem a tampa automática , e a lente nunca recolhe totalmente, pelo que percebi que precisava de um filtro de protecção. Uma vez que o diâmetro da  objectiva é proprietário , requer um anel adaptador da Canon no valor de €49.Portanto aos €750 juntar mais €49 e mais €20 do filtro UV, num total de cerca de €800. Assim , Gx1 começa a ficar cara, mas face á concorrência , nada se assemelha em definição e qualidade ainda por este valor.

Alberca- Espanha
Canon Gx1 250 asa


A pouco luminosidade da objectiva é compensada pela excelente qualidade e comportamento do sensor, esta camera suporta com muita qualidade imagens tiradas a isos muito elevados , o que me levou a ser uma das minhas  opções actualmente no mercado face ao que me foi permitido observar.

Este factor, de suportar os Isos altos sem perda de qualidade permite um bom detalhe e evitar a utilização do Flash, o que me agradou imenso, mesmo em situação precárias de iluminação.
Canon Gx1
1600 Asa / Luz Ambiente
1/15s   F: 5.6
sem tripé


Depois de tratadas no Lightroom, os ficheiros da Gx1, permitiram alguma latitude que permitiu ainda alguma compensação entre as altas e baixas luzes.

Visto a 100% o ficheiro de 45 Mb , teve sempre pouco ruído até aos 2500 asa, iso onde se começa a denotar a quebra tradicional da qualidade geral do ficheiro, mas sempre muito aceitável, principalmente se considerar-mos que há alguns anos atrás , a cores não poderíamos ir muito acima dos 400 asa, em casos extremos usaríamos  um ektachrome 800-1600 asa, e já com riscos de muita perda de qualidade.
Alberca Espanha
Canon  Gx1 250 asa


Comparativamente ás G comuns a G12 e a ultima a G15, a Gx1 ganha de longe no ficheiro, permitindo  fazer imagens em RAW (formato raw é comum á maioria da geração G da Canon)  e que podem ser utilizadas em outros fins que não sejam o de mais tarde recordar.

O manual da camera está mais fácil de utilizar com botões rotativos á frente e atrás, para um utilizador da Nikon é uma questão de habituação.

Não gostei de alguns detalhes, que me fizeram trocar pela Fuji XE-1, nomeadamente, a falta de acessórios para a grande angular , o não permitir macro,  é inaceitável que menos de 50 cm esteja fora de questão fotografar, nem um retrato de close UP consegui , portanto embora tenha um selector de Macro esta possibilidade é inexistente a menos que a Canos considere que fotografias a 50 Cm seja macro, o que seria se não fosse o caso desta distancia aumentar consoante fazemos zoom para os 112mm  :-(


A objectiva zoom 28-112 lenta, F: 2,8 a F: 5,8 é compensada pela qualidade do sensor, mas a 112, é uma perda de 2 Ev relativamente á G15 que no final significa que a 3200 asa na Gx1  podemos estar a fotografar com 800 asa na G15, embora em 28mm seja apenas 1 EV de diferença e aí a qualidade do sensor da GX1 seja bastante melhor.
.
Ciudad Rodrigo , Espanha
Canon Gx1 100 asa


Também não gostei , do factor de ainda não ter informações no Viewfinder, que para mim é fundamental , já que adoro fotografar pelo viewfinder e detesto fotografar pelo LCD, portanto , algumas fotografias tremidas, principalmente a 112 mm, já que a velocidade baixa drasticamente e sem informação no visor é muito complicado.

Este Viewfinder tem uma característica genética das Gs , que é o campo de visão estar parcialmente ocupado pela objectiva que neste caso com o filtro UV, ainda mais.

Mogarráz
Canon GX1 100 asa


Não gostei também da autonomia, e de ter ficado subitamente de 2 traços de bateria para nenhuma.

De resto acho que os rumores de uma nova GX2 para breve com maior capacidade de macro e com 26 mm de grande angular merecem uma espera , embora se fosse uma 24mm era a máquina quase perfeita.

Castelo Rodrigo
Msr André
Canon GX1 1000 Asa


Gostei:
Detalhe
Manuseamento
Auto focus
Ter viewfinder(tunel)
Ergonomia
Aspecto
LCD basculante para filmar
Video HD
Qualidade em altos Iso e da imagem em geral
Raw’s
Botões e atalhos nomeadamente compensação para quem usa o automático
Ciudad Rodrigo
Cano GX1 - 100 Asa


Detestei:
Preço com acessórios indespensáveis (filtro e adaptador) ultrapassa os €800
Diâmetro de filtro proprietário
O facto da objectiva não recolher totalmente, torna-a objecto sensível e grande demais para a trazer no bolso.
Macro inexistente
Focagem manual (pouco prática)
Falta de informações no Viewfinder
Autonomia (fraca por usar mais recursos que a G12 mas ser a mesma bateria)
Abertura a 112mm (5,8...francamente...)



Fast Photo 2


Numa altura em que a fotografia está na modaprofissionalmente, é bom que se reflita o que é ser fotografo  profissional ou amador.

Fazer uma imagem descontraidamente sem nada ter quejustificar nada é diferente de termos um cliente , uma equipa e um modelo pagocuja a nossa responsabilidade vai para além da satisfação pessoal.

Felizmente no meu caso já consegui chegar a um patamar queos meus clientes, em regra confiam, e que consigo criar imagens de acordo osbreefings recebidos.

Nikon D3X
Nikon :24-70 F: 2,8
Iluminação: 1 cabeça  Broncolor


Há um ano, foi o caso , em que para uma revista de empresa,tinha de fotografar a Marisa numa sessão relâmpago, com recursos mínimos, paraalém da maquilhadora, estava sem produtora, e apenas o meu assistente para meajudar.

Tinha que fazer uma sessão com charme , num hotel cujo a decoração é mais empresarial, mesmo assim, acho que as coisas correram bem.

A imagem que partilho, foi uma imagem espontânea e quegraças á simpatia da Marisa foi possível fazê-la rapidamente sem interferir com o resto da sessão.

A Marisa sentou-se para descansar na banqueta do piano,enquanto esperava que montasse-mos as luzes para um novo Set-Up, como estava apassar no andar superior, combinei com o meu colaborador , montar rapidamenteas luzes no sitio onde ela estava e aproveitei o meu angulo superior, isto foifeito para efeitos de fotografia privada, mas acabou por ser a capa da revista.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fast photo 1


Um dia mais agitado em casa, fim de semana, convidados para o almoço, nem estava a pensar em pegar numa camera para fotografar fosse o que fosse.

A vantagem destas cameras pequenas e que nunca nos largam, excepto se forem forçadas a isso.

A minha sobrinha mudou radicalmente de look, estava  junto á porta, a luz contornava-a , estava com uma expressão muito calma, que ajudava e funcionava em pleno com a imagem do preto e branco que me tem acompanhado desde que adquiri esta pequena camera.


FujiFilm XE-1
18-55 mm
Luz solar
200 asa 



Ainda estava eu com um prato de queijos na mão, foi pousar o prato na mesa, e pedir -lhe  para não sair do sofá onde estava sentada, sem mais, foi o pegar na Fuji que estava em cima do aparador , e enquadrar rapidamente para não perder nada daquela espontaneidade e expressão.

Um jogo de luzes que duraria minutos, senão segundos, um mexer a mais e teria de pensar noutra imagem.

O resultado está á vista , um belo preto e branco, que a minha sobrinha pode guardar no computador.

Claro está que penso sempre que a maquina é apenas uma ferramenta que temos para registar a nossa visão, não será por ser uma Xpto que as imagens ficam boas, ou piores, será apenas porque estão disponíveis para podermos fazer a imagem que queremos e como queremos... 

Claro está que a modelo ajuda..e neste caso foi vale 70% da imagem

domingo, 13 de janeiro de 2013

Alentejo, o estúdio de Portugal

O Alentejo é um dos locais mais fotogénicos que conheço, será mesmo uma zona pela qual passo regularmente.

Junto a Elvas, em Novembro, em reportagem para a Revista Visão
Nikon D3X
24-70 mm
Fotografia á mão, paragem contemplativa  junto a uma ermida.
Entre trabalhos, quando lá passo não tenho muitas vezes tempo nem disponibilidade para parar, embora a melhor luz aconteça , não consigo parar para captar. ora porque estou com compromissos, ora porque precisamente quero captar a melhor luz para o meu trabalho.

Aproveitei a paragem junto de um turismo , em Elvas, para captar algumas imagens que não poderia deixar para trás.

Descemos á ermida, que fica entre lagos de uma barragem, ia sendo devorado por mosquitos instantes depois.

O meu colega Miguel Judas serviu de modelo.