terça-feira, 20 de setembro de 2016

Frederico Morais para a GrandVision

Frederico Morais
Nikon D800
300 mm F: 2.8 Nikon
Lightroom CC



Ainda hoje falava com alguém que gosta de fotografia, veio á baila o tema de quem usa filme ou não , porquê ser conservador, porquê usar caminhos diferentes dos convencionais.

Eu cá, tenho a minha opinião sobre o assunto, por vezes mal interpretada, sim, eu rendi-me á facilidade do digital e ao trabalho que exige na sua edição, conhecimentos dos programas, cuidado a lidar com os ficheiros...normalmente quem lida pontualmente com a fotografia, nem imagina o que é necessário para tratar um ficheiro com o carinho que merece e que nos permite fazer ampliações sem estragar os ficheiros.

O facto do mercado editorial se estar a extinguir, leva a que o nosso trabalho de foto-reportagem tenha mais dificuldade em ser publicado..por falta de páginas, claro!


Esta imagem é resultado de uma pequena reportagem com o surfista Frederico Morais, fui avisado com pouca antecedência, pouco budget e nenhuma produção .


Era o Frederico como é , nada mais...a sua prancha , a paisagem do Guincho onde ele treina.

O Luís Paixão assistiu e utilizei a Nikon D800 com uma objectiva de 300 mm da Nikon que utilizo nestas ocasiões para poder desfocar e comprimir o fundo para recortar melhor o modelo, neste caso o Frederico.


Revelei em Lightroom e controlei níveis e saturei um pouco o céu aproveitando a generosa latitude do sensor,  nada mais...

Utilizámos um  flash  para compensar a luz na cara do Frederico e causar algum impressionismo ao rosto..

O modelo era optimo, simpático e sempre disponível, o que facilitou a reportagem.




segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O erros mais comuns dos amadores de fotografia part I

Há pouco tempo estava a ler um artigo no NY times sobre os erros mais comuns dos fotógrafos amadores.

Achei interessante, muito embora não tivesse concordado com alguns deles.



Vai daí vou destacar algumas que eu penso que sejam importantes e para hoje são as primeiras 3 dicas do que os amadores normalmente fazem de errado quando fotografam com uma SLR.


1-Não usar o manual devidamente nem as vezes necessárias:

 As câmeras SLR, são as que tem o pentaprisma e que permitem ver a imagem correcta no visor, normalmente estas máquinas têm além dos programas a modalidade de Manual.

Esta modalidade convém ser seleccionada quando se entende a luz e a fotografia na sua essência , mas é a modalidade que se utiliza quando queremos controlar totalmente o efeito na imagem que se pretende.

Captar cenas com dinâmica e velocidade deverá ser Manual ou em S , que é a prioridade á velocidade, esta última uma versão semi automática em que o fotógrafo utiliza a velocidade que pretende em função do que está a fotografar. 




2- Utilização de aberturas pequenas ou diafragmas fechados.

Esta função é muito utilizada quando se pretende uma paisagem muito focada desde o primeiro plano ao finito.  Neste caso devemos escolher aberturas mais pequenas como F:11 , 16... dependentemente da lente que estamos a usar, as grandes angulares têm campos de profundidade maiores comparativamente ás tele-objectivas.

Quando se fotografa retratos ou objectos, podemos então controlar o diafragma para aberturas maiores e deixar o foco mais limitado ao objecto que se pretende, criando um campo de profundidade menor e mais destaque ao que se pretende.



3- Utilização do flash incorporado das SLR

Este flash é muito limitado no seu alcance e angulo, normalmente as objectivas de série trazem pára-sol que ao estar na objectiva interfere a a sua sombra fica registada na fotografia.


Outro pormenor é que a sua pouca potência , normalmente não serve mais do que para um retrato  ou para encher com luz uma situação de interior, no exteriores estes flashes não servem absolutamente de nada já que não têm potência suficiente para cobrir nem alcançar distancias mesmo curtas, ao qual é agravado com a pequena abertura máxima que as objectivas de série destes modelos mais populares.

Quando um Smartphone substitui a câmera

Confesso que tenho andado com pouco tempo para escrever neste blogue, tenho muitas visitas, mas poucos seguidores, os que tenho são dos melhores e agradeço desde já algumas mensagens que recebo.

É verdade que os Blogues estão decadentes, o Facebook , é mais rápido mas efémero, mas que até aí estamos todos a chegar á mesma conclusão...da minha parte, vou reiniciar-me na Slow talk , está para a conversa como a Slowfood para a gastronomia..não sei se existe, mas apeteceu-me inventar algo que me dê algum alento para escrever sobre a fotografia.



Imagem capturada pelo Iphone 6
Editada e convertida a P&B no Photoshop 



Sempre me vi como um quase puritano da fotografia, aderi ao digital desde o inicio, mas procurei sempre basear-me no principio do filme...beneficiar desse conhecimento e da facilidade do digital.

Algumas coisas não me correram assim tão bem... ora se o filme demorava um dia para ver resultados, no digital foi o retorno ao laboratório, horas a editar e a revelar os negativos digitais.
Durante anos especializei-me em cor e em diapositivos...enquanto todos exibiam arte a preto e branco , eu via tudo a cores...sei que sempre tive essa particularidade...perceber a cor..ver as luzes que dançam á nossa frente..que procuro registar seja qual for a plataforma, seja ela em negativo,  positivo, agora em formato digital.

Sem me querer alongar muito, ao fim de anos com máquinas pesadas, em que a Leica era senhora pelo peso e qualidade e mais tarde a Contax, que durou pouco já que foi atropelada pela era digital, finalmente a Fuji permitiu-me a satisfação de poder ter pouco peso e muita qualidade.

Os smartphone , de que sou cliente desde o primeiro Nokia, e depois do Iphone 3 em que a qualidade fotográfica veio sendo melhorada, conforme a tecnologia permitia fui surpreendido , como se pode ler mais atrás , pelo Nokia Pureview que me proporcionou uma tarde fantástica com um telefone/camera .

Entretanto desde aí, ás vezes, e normalmente na praia, sou apanhado sem câmera , não gosto de deixar as coisas na toalha e ir tomar banho descansado enquanto sei que tenho câmeras e objectivas na mochila de praia, portanto, quando sou surpreendido, tenho o telefone , com o qual faço meros registos para mais tarde recordar.

Actualmente tenho o iPhone 6, parece que tem 8 mix de sensor, sinceramente não quero muito saber, nem vejo esses detalhes nos iPhone, são aquilo que são, um telefone que a maior parte das pessoas usa como Sefie-maker, portanto a objectiva da frente.

Na ultima semana, sem camera, estava na praia a passear quando um mar gigante de gaivotas pousou mesmo á minha frente, quase era impossível andar..sem câmera com objectivas, vi-me então limitado a usar o iPhone , quase sem bateria, no meio de uma conversa ao qual adiei o final ..e fiz umas quantas "chapas" palavra que detesto, mas que considerando a utilização de um smartphone...adequa-se... fiquei surpreendido quer pela resolução, quer pela definição, atendendo que tem uma objectiva mínima, foi incrível ..lá diria o outro, não interessa o tamanho, mas o que se faz com ...


Imagem capturada pelo Iphone 6


sábado, 6 de fevereiro de 2016

35º ao sol com os Trovante

Faz agora quase dez anos

Há fotografias que têm a sua história "behind the camera", esta terá sido uma daquelas que foi uma aventura.

Na altura estava a fazer uns trabalhos para o Montepio, que me pediu para realizar uma fotografia com os Trovante, no Zoo com o símbolo da instituição bancária .

O problema é que tinham já dia e hora marcados, ás 15H, no dia 1 de Agosto 2006, com 35º um sol de chapa que não era de todo o meu spot... tinha de resolver aquilo


Nikon D2X
12-24 Nikon F:4
Luzes Broncolor
Mobillight 

Primeiro porque a marcação tinha sido de véspera, e o NÃO era impossível.


Ás 15H tinha o grupo pontualmente lá todo e eu sem local de sombra, e o sol, que teimava em queimar.

Outro problema era que haviam duas fêmeas e um macho pelicanos, se as fêmeas eram simpáticas, o macho detestava intrusos, o que fazia com que facilmente aquilo virasse uma tourada.


Lá conseguimos montar o estúdio portátil no espaço, e ficámos reduzidos a uma pequena sombra onde eu consegui controlar a luz.. depois o segundo e o problema mais complicado que foi fazer chegar os pelicanos junto do grupo...eles não queriam..isto é ..as fêmeas ate se chegavam, mas logo de seguida surgia o macho a correr com elas...portanto , aquilo depressa se tornou um pagode e estava a ver que não conseguia... felizmente a minha experiência de repórter fotográfico ensinou-me a desenrascar situações que se calhar muitos com tantas dificuldades teriam desistido...e levei o trabalho até ao fim com relativo sucesso e diversão.

Fica o registo do macho...não sei se ele autorizou, mas que ficou bem... ficou... já o grupo , ficou meio na expectativa ..

domingo, 24 de janeiro de 2016

Dronar ou fotografar 1

Posso dizer que fui dos primeiros interessados em fotografar com um modelo que me permitisse fazer imagens aéreas sem recorrer aos helicópteros que usei imensas vezes.



A minha necessidade de algo mais prático surgiu em 2011 quando precisei de fazer filmagens de aproximação de um empreendimento, em que os obstáculos da utilização de helis eram muitos, desde a passagem por corredores aéreos como as possibilidades de ter que repetir voos, tornaram o orçamento muito elevado, o que facilitava também ás próprias empresas de helis de dominarem o mercado , mesmo em sub-empreitadas.


Na altura consultei lojas de aeromedelismo á procura de algo como um heli em escala que me permitisse o manuseamento de uma camera, muito sem saber como...


Após algumas investigações , acabei por conhecer uma empresa de Torres Vedras que montava uns UAV com um software rudimentar, mas que supostamente os 10,000€ base serviriam para ajudar na investigação..por essa altura, existiriam alguns modelos nos EUA já com mais suporte e desenvolvimento.. o que me fez pensar se valeria o investimento, já que seria uma tecnologia que se mostrou mais tarde, que iria baixar os custos...

Nunca imaginei é que os drones passariam a ser brinquedos vendidos em supermercados, com isto toda a gente se achou piloto e fotografo aéreo.

No último ano a minha equipa de video, já tinha um drone, um DJI Phantom 2 com a Go -Pro, servia perfeitamente as necessidades de video, mas a Go-pro é uma camera excelente para video, mas deixa qualquer fotógrafo sem possibilidade de trabalhar ficheiros com pouca latitude e com objectivas olho de peixe que limita a sua utilização pelas distorções características.


Os drones com poder de sobre elevar uma SLR eram e continuam mais caros, embora tivessem baixado o preço, necessitam de mais formação por parte do piloto, e mais acessórios para que se consiga obter mais controlo da imagem.

Por fim, a DJI, empresa chinesa que tem nos drones o objectivo de popularizar , criou um intermédio de grande qualidade que é o Inspire 1 e mais recentemente o Inspire Pro 1.

Entre os dois a diferença encontra-se na camera , no primeiro, uma camera da Sony,  12 Mbpx com uma objectiva de 20 mm e abertura fixa de F:2,8  e o segundo com uma camera de objectivas removíveis e formato 4/3 . Esta camera deriva da Lumix G4 e partilha o mesmo sensor de 16 Mbpx . Ambas produzem ficheiros Raw(DNG) com a vantagem da segunda ter objectivas de diafragma ajustável.

A Inspire 1, partilha a camera com o Phantom 3 profissional, sendo que a principal vantagem será mesmo o modelo de drone, o modo de comando/operador, e o facto de subir as pernas para se obter a rotação de 360º da camera sem alterar o sentido do aparelho.

Depois de várias consultas, apercebi-me que o Dji Phantom 3 profissional pode ser uma excelente máquina fotográfica.

99% dos utilizadores , usam-no para video, e não aproveitam sequer 50% do que este modelo oferece em fotografia, daí , obter informações sobre a sua qualidade / performance em fotografia foi muito complicado e mesmo desesperante já que até as lojas das especialidades desconheciam os formatos de fotografia que o modelo fazia.


Finalmente encontrei um fotógrafo americano que utiliza o Phantom 3 Pro para fotografia de modo idêntico ao que pretendo e com resultados muito aceitáveis.

Optei para já pelo Phantom 3 profissional, estando em aberto a possibilidade de um upgrade para o Inspire Pro 1, quando este melhorar o formato e a qualidade de fotografia . já que a camera da Lumix, é de uma pobreza de qualidade que não justifica para já a diferença 3500€ .

Do meu contacto com o mundo dos profissionais de drones que conheci, cheguei á conclusão de que estes são, na sua  maioria pilotos de drone com aspiração a rentabilizar o hobbie e que fazem biscates aqui e ali , numa altura em que a fotografia aérea está tão banalizada que até para estes rentabilizar o investimento ou fazer face a um acidente  está difícil.

Todos os utilizadores de drone que conheci, vendem ou querem vender os serviços.
Todos criaram a ilusão de que seria bom negócio
Quase todos percebem de imagem e de sensibilidade fotográfica como qualquer cidadão comum, daí a falta de imagens de jeito e com qualidade, principalmente em fotografia.
Já se sabe, o video permite mais erro, e menos rigor, está-lhe intrínseca um movimento que agrada sempre.

https://youtu.be/FvqZn5GJKAc


Não me sai da memória, um video de Portugal visto do ar que tem circulado na net, as imagens são de um horror técnico e artístico, valem por serem vistas do ar, mas que na realidade não aproveitam o melhor que as nossas paisagens têm...são apenas imagens do ar , infelizmente aplaudidas , como é comum em Portugal, o amadorismo e a falta de qualidade são sempre recompensados.

Nos últimos dias, tenho desenvolvido e aperfeiçoado a arte de pilotar drone, escolho as melhores horas e os melhores enquadramentos, preocupo-me em estabilizar e enquadrar, não meramnete fotografar ou filmar.

Isso faz toda a diferença, não é á toa que seja no ar ou na terra, existem milhares e milhares de máquinas fotográficas, só alguns têm o dom de saber a linguagem da luz e compreender como transmitir a sua arte...









domingo, 3 de janeiro de 2016

Driving SunSet

FujiFilm XE1
14 mm F:2.8
Maio 2015


Esta imagem tem uma história diferente. Estava num grupo e tínhamos acabado de passar a fronteira de Espanha para Portugal.

A diferença é que esta imagem foi feita em pleno andamento e comigo a conduzir a mota.

O que fiz, foi acelerar a mota até chegar ao grupo, como vi o sol a espreitar, reduzi para fotografar em segurança só com a mão direita e deixei a mota abrandar, enquadrei com o visor de LCD e disparei quando vi a imagem pretendida.

A velocidade estava pre-estabelecida em 1/250s e compensei apenas até conseguir compensar o diafragma para o contra-luz.

Confesso que não tinha grande hipótese de repetir a imagem.






quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Dica da semana # 1Como fotografar um Pôr-do-Sol com o plano da praia


As fotografias do pôr- do- sol para quem não saiba fotografar ou não tenha hipótese de controlar exposição e estabilidade da máquina/Smartphone resultam invariavelmente em contra-luz que poderá resultar se o céu estiver com nuvens bem espalhadas e com parte do sol oculto.
Com a evolução dos smartphones , já é possível compensar e nalguns casos utilizar tripés adequados ao telefone que são neste momento perfeitas máquinas fotográficas.

Neste tópico refiro o exemplo de máquinas fotográficas, mas o que refiro como controlo de obturação e diafragma já é possível com os topos de gama da Samsung, que permitem controlo total da fotografia com uma excelente qualidade de imagem.
Uma máquina fotográfica que permita fazer ajustes de luz.
Conseguir fazer exposições variadas

O efeito de velocidade baixa, neste caso 2" só é possível com utilização de filtros ou como neste caso deixar o sol desaparecer no horizonte.
Neste caso a rocha serviu para o destaque do primeiro plano e criar motivo de interesse.
A velocidade baixa de obturação fez da onda um manto de interesse.
O horizonte está quase ao centro contrariando a regras dos terços, mas a rocha compensa o olhar. 
Neste caso aumentei a velocidade de obturação e a abertura , resultou numa fotografia com outro interesse.